Em “Procura(r)-se”, performance realizada em 2002, a ação registrada pela câmera é realizada pela própria artista. Inicialmente pensado como uma performance, posteriormente deu origem a um vídeo e também a um trabalho de fotografia.
Durante essa performance, permaneço em 'silêncio forçado' por horas seguidas, mas interagindo com quem está em volta. O vídeo desta série de trabalhos, foi realizado em 2004, a partir da manipulação de imagens de registros em formato de fotografia e vídeo (digital e analógico) da performance de mesmo nome, realizada em 2002. Nele fica aparente a tentativa de interação, ainda que a fala do ‘corpo em ação’ estivesse parcialmente interditada. A impossibilidade da palavra me fez buscar outros modos de diálogo, através do olhar, da postura, ou do gesto: procura(r)-se nesse diálogo, via linguagem corporal.
A leitura do outro acerca dessa ação faz a performance ganhar novas camadas de sentido. Os espectadores já fizeram comentários diversos, associando essa imagem de ‘interdição da linguagem falada’, ao me ver com a fita amarela colando a boca: “mulher fala demais”, “escrava Anastácia”, “coitada, não pode falar”.
Procura(r)-se, 2002, performance, Rés do Chão, Rio de Janeiro
Procura(r)-se, 2002-2005, fotografia, 40 x 90 cm
Durante essa performance, permaneço em 'silêncio forçado' por horas seguidas, mas interagindo com quem está em volta. O vídeo desta série de trabalhos, foi realizado em 2004, a partir da manipulação de imagens de registros em formato de fotografia e vídeo (digital e analógico) da performance de mesmo nome, realizada em 2002. Nele fica aparente a tentativa de interação, ainda que a fala do ‘corpo em ação’ estivesse parcialmente interditada. A impossibilidade da palavra me fez buscar outros modos de diálogo, através do olhar, da postura, ou do gesto: procura(r)-se nesse diálogo, via linguagem corporal.
A leitura do outro acerca dessa ação faz a performance ganhar novas camadas de sentido. Os espectadores já fizeram comentários diversos, associando essa imagem de ‘interdição da linguagem falada’, ao me ver com a fita amarela colando a boca: “mulher fala demais”, “escrava Anastácia”, “coitada, não pode falar”.
Procura(r)-se, 2002, performance, Rés do Chão, Rio de Janeiro
Procura(r)-se, 2002-2005, fotografia, 40 x 90 cm

