Perceber o “eu como outro(s)” é uma das características que considero determinantes no processo de desenvolvimento do ILA – Instituto de Legitimação do Artista, trabalho que desenvolvi em 2001. Nele, ofereciam-se alguns “cursos” por meio de pequenos cartazes e filipetas, ironizando questões latentes, mas “não-declaradas”, do funcionamento do circuito de arte carioca, pontuadas também por minha experiência como artista iniciante.
Esses impressos foram divulgados entre 2001 e 2003 em eventos, instituições e publicações ligadas às artes visuais, entre os quais destaco: o evento Zona Franca, na Fundição Progresso; a fila de visitantes da exposição Surrealismo, no Centro Cultural Banco do Brasil; a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Ianeiro (UFRJ); a Escola de Artes Visuais do Parque Lage; o informe eletrônico Mel Diário, distribuído por ocasião da exposição Açúcar invertido, realizada na Funarte em 2002; e ainda como anúncio na revista item.6, lançada em 2003.
Aqui, me “re-(a)proprio” de aspectos ligados à minha condição enquanto artista e às circunstâncias que estão implicadas a tal fato, reconhecendo – no fora e no outro – agruras que me são íntimas, atuo como “intrusa” (Bourriaud, 2003: 77) em meu próprio território.
A problematização do espaço de ação do artista é um dos fatores preponderantes para esse projeto. Ele é criado no panfleto não só pela via da experiência pessoal da artista, como também, e sobretudo, influenciado de modo inconteste pelas características do circuito artístico local, de acordo com as quais se pensam as especificidades desse espaço ou circuito como algo “silenciosamente estabelecido”.
Esses impressos foram divulgados entre 2001 e 2003 em eventos, instituições e publicações ligadas às artes visuais, entre os quais destaco: o evento Zona Franca, na Fundição Progresso; a fila de visitantes da exposição Surrealismo, no Centro Cultural Banco do Brasil; a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Ianeiro (UFRJ); a Escola de Artes Visuais do Parque Lage; o informe eletrônico Mel Diário, distribuído por ocasião da exposição Açúcar invertido, realizada na Funarte em 2002; e ainda como anúncio na revista item.6, lançada em 2003.
Aqui, me “re-(a)proprio” de aspectos ligados à minha condição enquanto artista e às circunstâncias que estão implicadas a tal fato, reconhecendo – no fora e no outro – agruras que me são íntimas, atuo como “intrusa” (Bourriaud, 2003: 77) em meu próprio território.
A problematização do espaço de ação do artista é um dos fatores preponderantes para esse projeto. Ele é criado no panfleto não só pela via da experiência pessoal da artista, como também, e sobretudo, influenciado de modo inconteste pelas características do circuito artístico local, de acordo com as quais se pensam as especificidades desse espaço ou circuito como algo “silenciosamente estabelecido”.

