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Cargo
Arte depois dos anos 1960/1970
Diálogos 10a / 10b (Série Diálogos)
Qual é o futuro da música?
Make Over (reloaded)
Acconci(ente)
Make Over
Procura(r)-se
Diálogos 1a (Série Diálogos)
Observe atentamente
Desculpe e Obrigado
Agasalho para dias difíceis
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Instituto de Legitimação do Artista
Anti-postal
À VENDA
Principais Projetos Curatoriais
bio/cv
Corpo-vetor
Perceber o “eu como outro(s)” é uma das características que considero determinantes no processo de desenvolvimento do ILA – Instituto de Legitimação do Artista, trabalho que desenvolvi em 2001. Nele, ofereciam-se alguns “cursos” por meio de pequenos cartazes e filipetas, ironizando questões latentes, mas “não-declaradas”, do funcionamento do circuito de arte carioca, pontuadas também por minha experiência como artista iniciante.

Esses impressos foram divulgados entre 2001 e 2003 em eventos, instituições e publicações ligadas às artes visuais, entre os quais destaco: o evento Zona Franca, na Fundição Progresso; a fila de visitantes da exposição Surrealismo, no Centro Cultural Banco do Brasil; a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Ianeiro (UFRJ); a Escola de Artes Visuais do Parque Lage; o informe eletrônico Mel Diário, distribuído por ocasião da exposição Açúcar invertido, realizada na Funarte em 2002; e ainda como anúncio na revista item.6, lançada em 2003.

Aqui, me “re-(a)proprio” de aspectos ligados à minha condição enquanto artista e às circunstâncias que estão implicadas a tal fato, reconhecendo – no fora e no outro – agruras que me são íntimas, atuo como “intrusa” (Bourriaud, 2003: 77) em meu próprio território.

A problematização do espaço de ação do artista é um dos fatores preponderantes para esse projeto. Ele é criado no panfleto não só pela via da experiência pessoal da artista, como também, e sobretudo, influenciado de modo inconteste pelas características do circuito artístico local, de acordo com as quais se pensam as especificidades desse espaço ou circuito como algo “silenciosamente estabelecido”.