Make Over (instalação residual de performance), SKUC Gallery, Eslovênia, 2006
A performance Make Over é uma espécie de comentário irônico acerca de rituais femininos e dos limites entre arte e vida. Seu desdobramento se dá através de registros em fotografias polaroid que, realizadas como parte da ação, mostram as fases através das quais o trabalho se efetua. Os resíduos do trabalho – tais como as fotografias, espelhos e outros objetos utilizados – formam uma instalação na qual o espectador pode observar os rastros da performer.
A ‘persona’ que aqui desempenho, uma mulher narcisista e um tanto exagerada, ao maquiar-se sentada em frente a uma mesa e vendo seu reflexo em dois espelhos, não se contém e ultrapassa os limites de onde passar o batom. A partir daí ela se transforma gradativamente em uma espécie de “palhaço” e, finalmente, em uma quase “pomba-gira”.
O non-sense contido no exagero de algo prosaico é uma das principais características desta performance. Em 2006, foi realizada durante a exposição Conversations (curadoria de Bojana Piskur e Ricardo Basbaum) na Galeria SKUC, em Ljubliana, Eslovênia; na mostra Verbo (curadoria de Daniela Labra) na Galeria Vermelho, em São Paulo, e na mostra Contemporâneo (co-curadoria de Franz Manata) no Oi Futuro, Rio de Janeiro. Uma segunda versão foi realizada no MAMAM no Pátio (Museu Aloisio de Magalhães – sede Pátio de São Pedro), Recife, durante uma residência artística realizada em 2007.
Make Over, performance/instalação, 2006
Conversations (Skuc Gallery), Ljubliana / Verbo (Galeria Vermelho), São Paulo

